{"id":1530,"date":"2020-09-10T12:25:31","date_gmt":"2020-09-10T12:25:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.unimedriopreto.com.br\/blog\/?p=1530"},"modified":"2020-09-10T12:25:33","modified_gmt":"2020-09-10T12:25:33","slug":"10-de-setembro-dia-mundial-da-prevencao-ao-suicidio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.unimedriopreto.com.br\/blog\/10-de-setembro-dia-mundial-da-prevencao-ao-suicidio\/","title":{"rendered":"10 de Setembro &#8211; Dia Mundial da Preven\u00e7\u00e3o ao Suic\u00eddio"},"content":{"rendered":"\n<p>O tema \u00e9 complexo, delicado e cheio de tabus, mas n\u00e3o pode ser ignorado pela sociedade. De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), cerca de 800 mil pessoas morrem todos os anos por atentarem contra a pr\u00f3pria vida, o que corresponde a uma morte a cada 40 segundos. A cada morte, pelo menos seis pessoas s\u00e3o impactadas diretamente. A consequ\u00eancia \u00e9 alarmante: em 2015, o suic\u00eddio foi considerado a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no mundo. S\u00f3 no Brasil, 32 pessoas cometem suic\u00eddio todos os dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de tais dados, o Centro de Valoriza\u00e7\u00e3o da Vida (CVV), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psiquiatria (ABP) se unem no Setembro Amarelo para prevenir o suic\u00eddio, lembrado dia 10 deste m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<h4><strong>Fatores de risco<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Um dos maiores desafios da sociedade e dos profissionais de sa\u00fade \u00e9 identificar as pessoas que est\u00e3o em risco ou s\u00e3o vulner\u00e1veis ao ato. Por isso, listamos abaixo alguns dos principais fatores de risco para a idea\u00e7\u00e3o ou para o ato suicida.<\/p>\n\n\n\n<h4><strong>Doen\u00e7as mentais<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psiquiatria (ABP), 50% dos suicidas tinham alguma doen\u00e7a mental identificada, n\u00e3o tratada ou n\u00e3o tratada de maneira adequada. Pacientes com mais de um transtorno identificado, t\u00eam os riscos aumentados. S\u00e3o fatores de risco:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Depress\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Transtorno bipolar;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Transtornos mentais relacionados ao uso de \u00e1lcool e outras subst\u00e2ncias;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Transtorno de personalidade;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Esquizofrenia.<\/p>\n\n\n\n<h4><strong>Aspectos psicol\u00f3gicos<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Quando os fatores abaixo estiverem ligados ao consumo de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, o risco \u00e9 extremamente alto. Al\u00e9m disso, pacientes que j\u00e1 tenham tentado suic\u00eddio t\u00eam entre cinco e seis vezes mais chances de atentar novamente contra a pr\u00f3pria vida. Outros fatores:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Perdas recentes;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Baixa resili\u00eancia;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Personalidade impulsiva, agressiva ou humor inst\u00e1vel;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Hist\u00f3ria de abuso f\u00edsico ou sexual na inf\u00e2ncia;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Desesperan\u00e7a, desespero e desamparo;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Conflitos de identidade sexual.<\/p>\n\n\n\n<h4><strong>Aspectos sociais<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>As mortes por suic\u00eddio acometem tr\u00eas vezes mais os homens do que as mulheres. Por\u00e9m, as tentativas s\u00e3o tr\u00eas vezes mais frequentes entre elas. A explica\u00e7\u00e3o estaria no fato de os homens serem mais reservados para falar sobre problemas pessoais e, consequentemente, em buscar ajuda, resultado tamb\u00e9m da cultura na qual est\u00e3o inseridos. J\u00e1 as mulheres disp\u00f5em com mais facilidade de rede de contatos e de grupos de apoio que as auxiliam nas quest\u00f5es emocionais e psicol\u00f3gicas, o que amenizaria os riscos. H\u00e1 tamb\u00e9m um \u00edndice elevado entre idosos. Os principais motivos s\u00e3o solid\u00e3o, perda de c\u00f4njuges, doen\u00e7as degenerativas dolorosas e sensa\u00e7\u00e3o de dar trabalho para a fam\u00edlia. Outros aspectos:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 G\u00eanero masculino;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Idade entre 15 e 30 anos e acima de 65 anos;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Sem filhos;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Moradores de \u00e1rea urbana;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Desempregados ou aposentados;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Isolamento social;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Solteiros, separados ou vi\u00favos;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Popula\u00e7\u00f5es especiais: ind\u00edgenas, adolescentes e moradores de rua.<\/p>\n\n\n\n<h4><strong>Condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade limitante<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>As condi\u00e7\u00f5es mencionadas abaixo s\u00e3o fatores de risco, principalmente, nos primeiros meses de diagn\u00f3stico e nos casos em que o paciente n\u00e3o responde bem ao tratamento:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Doen\u00e7as org\u00e2nicas incapacitantes;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Dor cr\u00f4nica;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Doen\u00e7as neurol\u00f3gicas (epilepsia, Parkinson, Hungtinton);<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Trauma medular;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Tumores malignos;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 AIDS;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Esclerose m\u00faltipla;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Acidente Vascular Cerebral (AVC).<\/p>\n\n\n\n<h4><strong>Fatores de prote\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Abaixo tamb\u00e9m listamos fatores que cooperam evitar ou afastar o tentarem contra a pr\u00f3pria vida:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Autoestima elevada;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Bom suporte familiar;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Cren\u00e7as religiosas, culturais ou \u00e9tnicas;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 La\u00e7os sociais estabelecidos;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Vida social e lazer;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Estar empregado;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Ter crian\u00e7a em casa;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Aus\u00eancia de doen\u00e7a mental;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Senso de responsabilidade com a fam\u00edlia;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Capacidade de solucionar problemas.<\/p>\n\n\n\n<h4><strong>Mitos<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>H\u00e1 v\u00e1rios mitos relacionados ao comportamento suicida. Atente-se a eles!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. O suic\u00eddio \u00e9 sempre impulsivo e acontece sem aviso.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>FALSO. Apesar de parecer um ato de impulsividade, o suic\u00eddio pode j\u00e1 ter sido considerado. Muitos indiv\u00edduos emitem algum tipo de mensagem verbal ou comportamental sobre a inten\u00e7\u00e3o de cometer esse ato.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Pessoas que sobrevivem a uma tentativa de suic\u00eddio ou que aparentam estar melhores em rela\u00e7\u00e3o a inten\u00e7\u00e3o de tirar a vida est\u00e3o fora de perigo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>FALSO. Algumas pessoas podem se sentir melhor com o fato de terem decidido tirar a vida. Al\u00e9m disso, um dos momentos mais perigosos \u00e9 logo ap\u00f3s uma crise ou quando o paciente est\u00e1 no hospital, ap\u00f3s realizar uma tentativa. Na semana que sucede \u00e0 alta hospitalar, ele est\u00e1 fragilizado, vulner\u00e1vel e em risco.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. O risco do suic\u00eddio existe para o resto da vida.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>FALSO. Os pacientes podem ser tratados de maneira eficaz.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. Quem amea\u00e7a est\u00e1 apenas querendo chamar a aten\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>FALSO. Muitos indiv\u00edduos d\u00e3o sinais comportamentais e relatam para mais de uma pessoa, inclusive agentes de sa\u00fade, sobre a inten\u00e7\u00e3o de cometer o suic\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5. O suic\u00eddio \u00e9 heredit\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>FALSO. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel associar todos os atos suicidas \u00e0 hereditariedade. No entanto, o hist\u00f3rico familiar de suic\u00eddio \u00e9 sim fator de risco a ser considerado, especialmente, quando h\u00e1 casos de depress\u00e3o na fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>6. Os indiv\u00edduos que tentam ou cometem suic\u00eddio t\u00eam sempre alguma perturba\u00e7\u00e3o mental.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>FALSO. Apesar de os comportamentos suicidas estarem associados \u00e0 depress\u00e3o, doen\u00e7as mentais e abuso de subst\u00e2ncias, n\u00e3o se pode descartar outros fatores, visto que h\u00e1 casos em que nenhuma perturba\u00e7\u00e3o mental foi detectada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>7. As crian\u00e7as n\u00e3o cometem suic\u00eddio, pois n\u00e3o entendem a consequ\u00eancia do ato e s\u00e3o incapazes de fazer algo contra a pr\u00f3pria vida.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>FALSO. Apesar de raro, as crian\u00e7as podem cometer suic\u00eddio. O importante \u00e9 lembrar que qualquer gesto, seja na inf\u00e2ncia, adolesc\u00eancia ou vida adulta, deve ser levado a s\u00e9rio. Em 2015, o Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as (CDC), dos Estados Unidos, registrou 1.537 suic\u00eddios entre os homens e 524 entre as mulheres com idades entre 15 e 19 anos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>8. Falar sobre suic\u00eddio aumenta o risco.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>FALSO. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 a melhor ferramenta para ajudar as pessoas em risco. Al\u00e9m disso, a conversa pode aliviar a ang\u00fastia e a tens\u00e3o geradas por esses pensamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Unimed do Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O tema \u00e9 complexo, delicado e cheio de tabus, mas n\u00e3o pode ser ignorado pela sociedade. 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