Um novo vírus que ataca o sistema respiratório e se espalhou a partir da região de Wuhan, na China, preocupa o planeta. O vírus pertence à família dos coronavírus, um grupo que reúne desde agendes infecciosos que provocam sintomas de resfriado, até outros com manifestações mais graves, como os causadores da Sars (sigla em inglês para Síndrome Respiratória Aguda Grave) e da Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio).

Infecção mundial

Até o momento, o coronavírus já matou mais de 100 pessoas e infectou mais de 4.400 em todo o mundo. As mortes ocorreram em Wuhan e Pequim, na China. O vírus também já chegou em países como: Tailândia, Macau, Austrália, Singapura, Taiwan, Estados Unidos, Japão, Malásia, Coreia do Sul, França, Vietnã, Camboja, Canadá, Alemanha, Costa do Marfim, Nepal e Sri Lanka.

De acordo com a última atualização da OMS, uma nova província chinesa foi considerada local de transmissão ativa. Agora, além de Hubei, com o epicentro em Wuhan, a província de Guangdong também apresenta transmissão ativa do vírus. O Ministério da Saúde vai atualizar as áreas com transmissão local de acordo com as informações da OMS no link: saude.gov.br/listacorona.

No Brasil, o Ministério da Saúde colocou o país em alerta para o risco de transmissão do coronavírus, mesmo sem nenhum caso suspeito. Profissionais de saúde e hospitais já estão sendo orientados de como agir caso o vírus chegue. O ministério descartou os cinco casos suspeitos que foram notificados por não se enquadrarem na definição estabelecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

ATUALIZAÇÃO – 28/01/2020 – 16:31

O Ministério da Saúde confirmou hoje (28) o primeiro caso suspeito de coronavírus no país e elevou o nível de atenção para alerta de perigo iminente para a presença do vírus no país. De acordo com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, uma estudante de 22 anos que esteve na China está internada, em Belo Horizonte, em observação.

ATUALIZAÇÃO – 29/01/2020 – 17:26

O Brasil tem nove casos suspeitos de coronavírus em seis estados. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (29) em coletiva de imprensa do Ministério da Saúde, em Brasília. Os dados são referentes ao período de 18 a 29 de janeiro.

  • 9 casos suspeitos
  • 33 notificações
  • 0 caso provável e 0 confirmado
  • 4 descartados – chegaram a ser uma suspeita, mas a investigação descartou o vírus
  • 20 excluídos – não apresentaram os requisitos para serem enquadrados como suspeita

Transmissão

Ainda não está claro com que facilidade o novo coronavírus se espalha de pessoa para pessoa. As investigações estão em andamento, mas a disseminação do novo coronavírus está ocorrendo e pode ser de forma continuada. Alguns vírus são altamente contagiosos (como sarampo), enquanto outros são menos.

Os casos têm sido associados ao mercado público de frutos do mar em Wuhan. Ainda que alguns mamíferos aquáticos possam portar o coronavírus, como a baleia-beluga, também são comercializados no mercado outras classes de animais selvagens vivos, o que inclui galinhas, morcegos, coelhos e cobras — e são apontados como fontes mais prováveis.

Sintomas

Os sinais e sintomas clínicos do novo coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Podem, também, causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias.

Os principais são sintomas são: febre, tosse e dificuldade para respirar. 

Prevenção

Para redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, especialmente as de grande infectividade, orienta-se que sejam adotadas medidas gerais de prevenção, como realizar frequente higienização das mãos, principalmente antes de consumir alimentos, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca. Além disso, não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas, manter os ambientes bem ventilados, evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença.

Diagnóstico

O diagnóstico do novo coronavírus é feito com a coleta de materiais respiratórios com potencial de aerossolização (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro). É necessária a coleta de duas amostras na suspeita do novo coronavírus. As duas amostras serão encaminhadas com urgência para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Uma das amostras será enviada ao Centro Nacional de Influenza (NIC) e outra amostra será enviada para análise de metagenômica.

Tratamento

O tratamento é feito com base nos sintomas de cada paciente.

Definição de novo caso suspeito

O paciente precisa possuir o critério clínico que é febre acompanhada de sintomas respiratórios e atender uma das três situações: ter viajado nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas para a província de Hubei, com o epicentro em Wuhan e a província de Guangdong, na China ou ter tido contato próximo com um caso suspeito ou confirmado.

Medidas Ministério da Saúde

O governo federal adotou diversas ações para o monitoramento e o aprimoramento da capacidade de atuação do país diante do episódio ocorrido na China. Entre essas ações, estão a adoção das medidas recomendadas pela OMS Mundial da Saúde); a notificação da área de portos, aeroportos e fronteiras da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária); a notificação da área de Vigilância Animal do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento); e a notificação às Secretarias de Saúde dos estados e municípios, demais Secretarias do Ministério da Saúde e demais órgãos federais com base em dados oficiais, evitando medidas restritivas e desproporcionais em relação aos riscos para a saúde e trânsito de pessoas, bens e mercadorias.

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Fonte: BBC; Ministério da Saúde; Saúde Abril; G1.