As ISTs, ou Infecções Sexualmente Transmissíveis, fazem parte de um tema que ainda gera muitas dúvidas, receios e informações equivocadas. 

Apesar de serem comuns, muitas pessoas só procuram orientação quando surgem sintomas, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento. Afinal, um ponto importante a ser destacado, é que nem todas as ISTs apresentam sinais visíveis

Em muitos casos, a pessoa pode estar infectada e não perceber nenhum sintoma por semanas, meses ou até anos. Por isso, a prevenção e a testagem regular são fundamentais para cuidar da própria saúde e também da saúde de parceiros(as).

Neste conteúdo, você vai entender o que são ISTs, quais são as mais comuns, os principais sinais de alerta, como prevenir e quando é indicado realizar testes.

O que são ISTs?

As ISTs, ou Infecções Sexualmente Transmissíveis, são infecções causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos que são transmitidos, principalmente, por meio do contato sexual sem proteção.

O termo IST substituiu a antiga expressão DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) porque nem sempre a infecção se manifesta como uma doença. Muitas pessoas podem ter a infecção sem apresentar sintomas, mas ainda assim transmitir.

Quando falamos em IST, estamos nos referindo ao mesmo grupo de condições que exigem atenção, informação e cuidado contínuo.

Quais são as ISTs mais comuns?

De acordo com o Ministério da Saúde, existem diversas doenças sexualmente transmissíveis, algumas mais conhecidas e outras menos faladas no dia a dia.

Entre as ISTs mais comuns, estão:

  • HIV/Aids
  • Sífilis
  • Gonorreia
  • Clamídia
  • HPV (Papilomavírus Humano)
  • Herpes genital
  • Hepatites virais B e C
  • Tricomoníase

Cada uma delas tem características próprias, formas de diagnóstico específicas e tratamentos diferentes. Algumas têm cura, outras não, mas todas podem ser controladas quando identificadas precocemente.

ISTs: quais são os sinais e sintomas?

Os sintomas de ISTs variam conforme o tipo de infecção e a resposta do organismo. Além disso, como reforça o Ministério da Saúde, muitas ISTs podem não apresentar sintomas, o que torna a testagem ainda mais importante.

Quando aparecem, os sinais mais comuns incluem:

  • corrimento vaginal, peniano ou anal
  • feridas, verrugas ou bolhas na região genital, anal ou oral
  • coceira ou ardência
  • dor ao urinar
  • sangramentos fora do período menstrual
  • dor durante a relação sexual
  • ínguas na virilha
  • febre ou mal-estar em alguns casos

É importante destacar que a ausência de sintomas não significa ausência de infecção. Por isso, confiar apenas nos sinais visíveis pode ser arriscado.

Por que muitas ISTs não apresentam sintomas?

Algumas infecções permanecem silenciosas porque:

  • o organismo consegue “conviver” temporariamente com o microrganismo
  • a infecção se instala de forma lenta
  • os sintomas são leves e passam despercebidos

Esse é um dos principais desafios no controle das ISTs. Sem diagnóstico, a pessoa pode transmitir a infecção sem saber e só descobrir em fases mais avançadas, quando já existem complicações.

Como prevenir as ISTs?

A prevenção é a principal estratégia para reduzir a transmissão das infecções sexualmente transmissíveis. Algumas medidas são simples, acessíveis e altamente eficazes.

Uso de preservativo

O uso de camisinha masculina ou feminina em todas as relações sexuais (vaginal, anal e oral) é uma das formas mais eficazes de prevenção.

Vacinação

Algumas ISTs podem ser prevenidas por meio de vacinas, como:

  • HPV
  • Hepatite B

Essas vacinas estão disponíveis no SUS para grupos específicos e também na rede privada.

Testagem regular

Fazer exames periodicamente, ou check-up, mesmo sem sintomas, é essencial para diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Diálogo com parceiros

Conversar abertamente sobre saúde sexual, histórico de testagem e prevenção ajuda a reduzir riscos.

Acompanhamento de saúde

Manter consultas regulares com profissionais de saúde permite orientação individualizada e segura.

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Quando fazer testes para ISTs?

A testagem é indicada em diferentes situações, como:

  • início de um novo relacionamento
  • relações sexuais sem preservativo
  • presença de sinais ou sintomas
  • gravidez ou planejamento reprodutivo
  • diagnóstico de IST em um(a) parceiro(a)
  • rotina de cuidado com a saúde

O Ministério da Saúde recomenda que a testagem seja parte do cuidado contínuo, especialmente para pessoas sexualmente ativas.

Atualmente, existem testes rápidos para algumas ISTs, como HIV, sífilis e hepatites virais, com resultados em poucos minutos.

ISTs têm tratamento?

Sim. Muitas ISTs têm tratamento e cura, principalmente quando diagnosticadas precocemente. 

Outras, por sua vez, não têm cura, mas podem ser controladas, permitindo que a pessoa tenha qualidade de vida e reduza o risco de transmissão.

O mais importante é:

  • não se automedicar
  • procurar orientação profissional
  • seguir corretamente o tratamento indicado
  • orientar parceiros(as) para que também façam avaliação

O acompanhamento médico é fundamental para evitar complicações e reinfecções.

Informação e cuidado fazem a diferença

Falar sobre ISTs é falar sobre prevenção, responsabilidade e cuidado com a saúde. Informação de qualidade ajuda a quebrar estigmas, reduzir riscos e incentivar atitudes mais conscientes.

Entender o que são ISTs, conhecer os sinais, adotar medidas preventivas e realizar testes quando indicado são passos essenciais para proteger a si mesmo e às pessoas com quem você se relaciona.

Se tiver dúvidas, sintomas ou quiser incluir a testagem na sua rotina de cuidados, procure um profissional de saúde. Cuidar da saúde sexual também é cuidar do bem-estar físico e emocional.